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            L E N D A S   E   C O S T U M E S

                                                                   Origem da Festa em Honra de Santo António

Conta-se uma lenda passada em 1844,de que nos campos de Toulões existia um enorme lobo que devorava rebanhos e atacava as povoações.Fizeram-se muitas montarias e colocaram-se muitas armadilhas mas não deram resultado,perante esta situação,a população rezou a Santo António prometendo,que se os salvasse deste lobo,ofereceriam anualmente uma grande festa em sua Honra.Diz-se que passados alguns dias,apareceram mortos,não um mas alguns lobos,regressando a paz á Aldeia.Hoje em dia ,a festa continua a realizar-se todos os anos no mês de Agosto e constitui um dos momentos altos da freguesia de Toulões

                                                      

                                                                                                        Costumes

O Namoro-Quando a mocidade começava a namorar e se o rapaz não fosse da terra,tinha de pagar o"Piso"(vinho) aos rapazes da terra para evitar desacatos.

O Casamento-Quando casavam,no segundo domingo em que eram lidos os pregões na Igreja,faziam o jantar em casa da noiva.À tarde o rapaz dava vinho,tabaco e tremoços a quem aparecia e a noiva dava rebuçados ás raparigas.Nas antevésperas do casamento convidavam as pessoas para a boda,o noivo embrulhado num gabão ou capote(que poucos tinham) e a noiva com duas raparigas que eram as"canchaneiras",as raparigas pediam as mesas,as louças da boda e os assentos para os convidados.Nas vésperas do casamento os noivos recebiam as "Fogaças",o padrinho oferecia 4 alqueires de trigo,os tios 1 e o resto da familia 1/2 alqueire,depois os convidados iam comer no dia do casamento.Os noivos confessavam-se sempre antes de casar e os pais davam a sua benção.

O Nascimento de um Filho-Ao nascer uma criança e ao ser baptizado havia uma grande festa na Aldeia e distribuiam-se rebuçados.Alguns dias depois o pai ou algum familiar ía á Zebreira para registar a criança,acontecia muitas vezes que o empregado do Registo estava a trabalhar no campo,apontava os dados da criança e dos pais num livro de papel de fumador e por vezes esquecia-se e deitava-o fora e lá ficava um Registo por fazer(isto acontecia antes da criação da Freguesia em 1951).

Tratamento de Algumas Doenças-Toulões aparece também referenciado num estudosobre a Medicina na Beira Interior,estes extractos foram retirados da Revista"Medicina na Beira Interior da Pré-História ao século XX".População do concelho de Idanha-a-Nova(1860-1910)"a legislação saída da República,logo em 1910,obrigava os Párocos a entregar todos os Livros de Registo de Baptizados,Casamentos e Óbitos,nos Registos Civis da area.Face a esta situação os Bispos ordenaram aos Párocos uma rápida cópia-resumo dos mesmos Livros.São os Livros de Extractos de Registos de Baptismo,Casamento e Óbitos,a principal fonte Histórica utilizada.Existem e foram consultados,os de Idanha-a-Nova,Ladoeiro,Proença-a-Velha,Rosmaninhal,Salvaterra do Extremo(com Monfortinho),São Miguel de Acha,Segura e Zebreira(com Toulões) e então verificou-se que existia em todo o concelho uma taxa de natalidade elevada que ronda ou ultrapassa mesmo os 40/100,que ultrapassa a média Nacional que é 33,5,e a quinta a nível Europeu a seguir á Rússia,Hungria,Espanha e Grécia.Nos periodos anteriores 1855 a taxa do concelho é a segunda da Europa(>=40)a seguir á Rússia.A taxa de mortalidade é igualmente elevada ronda os 20 nos anos 1878 e 1910.Segundo os Registos vê-se que a escolha do dia do casamento é importante,os dias preferidos são 4ª e 5º feira,seguidos de 2ª e Sábado.Consegue-se também ver neste estudo como algumas doenças eram tratadas na época(ainda á bem pouco tempo se deixaram de usar alguns destes tratamentos)por exemplo os carbúnculos ampolas criadas pelas picadas das moscas dos animais,eram queimadas na forja do ferreiro;a portugueja(urticária)era tratada vestindo o doente com roupa suja de homem;a sarna untava-se o corpo do doente com petróleo;o sarampo a criança atacada era embrulhada num cobertor vermelho durante 5/6 dias;o mau nascido,cancro,comia toucinho ou pó de sapo(metia-se um sapo vivo a cozer e o que restava moía-se e colocava-se o pó em cima do nascido);os cobrões eram tratados com óleo de trigo apertado a quente sobre a bigorna do ferreiro;as sezões ou maleitas(febres de quente e de frio)bebia-se chá feito a partir da flor silvestre(fel da terra).